quinta-feira, 7 de julho de 2011

9ª e 10 Semana – 23 de Maio a 03 de Junho
Ao logo destas duas semanas efectuamos diversas actividades como o Relatório Anual de Piscinas referente ao ano de 2010, a Avaliação das Condições de Segurança, Higiene e Saúde dos Estabelecimentos de Educação e Ensino, em três escolas (EB1 e EB1/JI), realizamos novamente actividades de Educação para a Saúde relativas ao projecto MUNSI e por último efectuamos AC’s e AM’s.  


Relatório Anual de Piscinas 2010



O Relatório Anual de Piscinas foi realizado pela primeira vez na USP Seixal. Este relatório permite verificar toda a informação relativa às piscinas em 2010, como:
*        O número de piscinas e respectivos tanques;
*        Data das colheitas efectuadas aos tanques das piscinas;
*        A qualidade da água (Própria, Sob Vigilância e Imprópria);
*        Os parâmetros Físico-químicos (Temperatura da água e do ar, Humidade Relativa, Cloro residual Livre, Cloro Residual Combinado, etc);
*        Os parâmetros Microbiológicos (Pseudomonas aeruginosa, E. coli, Estafilococos, Enterococos, Coliformes totais e Germes totais);
tendo como base para a elaboração do mesmo, documentação relativa as piscinas existente na USP e numa base de dados.
Uma vez que não tínhamos nenhum relatório que servisse como base para a elaboração do de 2010, tivemos como referência os relatórios anuais das piscinas efectuados pela ARS LVT, adaptando-o apenas a um concelho, o do Seixal.
A maior dificuldade sentida na elaboração do relatório, foi na comparação de dados, como o número de análises realizadas aos tanques das piscinas em 2010, e as análises previstas, e o número de notificações de análises impróprias efectuadas à entidade responsável. Contudo e após algum tempo de pesquisa conseguimos efectuar todas as comparações e verificar que estava tudo em conformidade, apenas não estava facilmente acessível.

Avaliação das Condições de Segurança, Higiene e Saúde dos Estabelecimentos de Educação e Ensino


Nestas semanas efectuamos visitas a três escolas, uma delas EB1, e as restantes EB1/JI. De uma forma geral estas escolas apresentam uma configuração semelhante, pelo que desta forma os problemas a destacar são quase sempre comuns a todas elas, problemas esses que passam por:
*        Ausência de Plano de Segurança;
*        Ausência de sinalização de emergência;
*        Ausência de antiderrapante nas escadas de acesso ao 1º piso, quando este existe;
*        Meios de extinção de incêndios mal localizados;
*        Instalações sanitárias sem papel e desinfectante;
*        Espaço de jogo e recreio com área coberta insuficiente;
*        Ausência ou insuficientes sistemas eficazes de controlo de vectores (redes mosquiteiras na cozinha, insectocaçadores e desinfestações periódicas);
*        Identificação dos alimentos e separação dos alimentos por categorias nas unidades de frio e na zona de armazenagem;
*        Inexistência de um circuito de marcha em frente nas cozinhas;
*        Existência de humidade e infiltrações.
No entanto, numa destas escolas há que destacar a existência de humidade e infiltrações, pois uma das funcionárias da cozinha com problemas respiratórios, queixou-se não só da humidade existente no refeitório, como da existente na zona de armazenamento dos alimentos, afirmando já ter tido crises devido a este mesmo factor.



Projecto MUNSI




Uma das docentes que participou no projecto destacou-se bastante das restantes, quer pela forma como nos recebeu, quer pelo interesse demonstrado pela matéria a abordar, mas principalmente pela forma como ela educa as crianças, utilizando todos os meios e situações do dia-a-dia para transmitir conhecimentos.
Esta docente reconheceu a importância do presente projecto, passando toda a informação aos restantes docentes da escola, incentivando os mesmos a participar neste projecto, em conjunto com as respectivas turmas. Posta esta situação, a docente em questão solicitou à USP a realização de mais duas sessões de educação/promoção da saúde, relativas ao projecto MUNSI, desta vez a duas turmas do 2º ano de escolaridade.
Tal como já tinha sucedido nas sessões anteriores eu apresentei o projecto a uma turma e a minha colega Magda a outra turma. Apesar de serem um pouco mais novas, as crianças mostraram-se interessadas na actividade, participando bastante e levantando várias questões algo pertinentes.
Gostei bastante de participar neste projecto, pois sinto cresci bastante em termos pessoais e profissionais, descobrindo faces de mim mesma que desconhecia, como o gosto de trabalhar com crianças. Espero repetir um dia mais tarde, enquanto profissional este tipo de actividade J. 

Ø  Esta semana efectuados ainda AC’s e AM’s, estando todos os procedimentos para a sua realização descritos na 2ª semana de estágio.
8ª Semana – 16 de Maio a 20 de Maio
Na presente semana, à semelhança da 5ª, 6ª e 7ª semana, realizamos actividades de Educação para a Saúde, desta vez com:


Projecto MUNSI






A sigla MUNSI quer dizer MUN de Municípios e SI de Saúde Infantil. Este projecto surgiu da parceria entre o Ministério da Saúde, através da Plataforma Contra a Obesidade da Direcção-Geral da Saúde (DGS), Universidade Atlântica e os Municípios de Fundão, Montijo, Oeiras, Seixal e Viana do Castelo. Envolve ainda a colaboração da Direcção Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular do Ministério da Educação, através da parceria já instituída com a DGS.
O projecto visa operacionalizar um sistema de vigilância nutricional infantil ao nível local, integrando dimensões socioeconómicas, demográficas e ambientais com a dimensão da saúde apoiando políticas de prevenção primária e secundária do excesso de peso infantil nas actividades de desenvolvimento comunitário, principalmente em âmbito escolar[1].
No decorrente ano lectivo a actividade de promoção da saúde integrada neste projecto, passa por dois temas:
*        A Higiene e Conservação dos Alimentos:
*        Higiene das Mãos.
O projecto MUNSI abrange todas as turmas inseridas no projecto PEP (16), contudo esta actividade de promoção para a saúde foi algo diferente. Para esta actividade, as nossas colegas de estágio, Catarina e Telma, elaboraram uma apresentação em power point, para exibição em sala de aula, e à semelhança do projecto PEP dividimo-nos por turmas. No total ficamos com seis turmas, das quais efectuei a apresentação a três turmas.

Realização da acção
A actividade, como já referi anteriormente, consistiu numa apresentação em power point acerca da Higiene e Conservação dos Alimentos e da Higiene das Mãos. Durante a apresentação abordamos temas, como o que são os micróbios, onde estes se encontram, os seus efeitos na saúde, e medidas preventivas, como o que comer, como conservar os alimentos, prazos de validade/aspecto dos alimentos e a como lavar as mãos.

A ajudar a minha colega Magda



"Os micróbios não se vêem, mas estão em todo o lado." 



"Um micróbio pode originar muitos micróbios."


"Quem sabe responder a esta pergunta? Dedo no ar e um de cada vez."

Após a apresentação realizamos um jogo que abordou o tema “A Conservação dos Alimentos”. Este jogo consistiu em colar os alimentos no sítio mais adequado, no frigorífico ou no balde do lixo, referindo ainda, dos alimentos que se encontravam no frigorifico, quais os que deveriam ser lavados antes de serem consumidos, colando-os em seguida numa imagem que continha uma torneira. 
A realização desta actividade mostrou-se bastante enriquecedora, pois o contexto “sala de aula” é algo diferente do contexto “rua”. Um dos maiores receios era o facto de não conseguirmos captar a atenção dos alunos para aquilo que era pretendido. A apresentação era um pouco extensa e por esse motivo tínhamos constantemente de motivar/cativar os alunos, interagindo com eles, colocando questões, e dando bastantes exemplos do dia-a-dia, como por exemplo, o que uma criança faz quando vai as compras com os pais, aquilo que vê, como escolhe os alimentos e como ajuda os pais no armazenamento dos alimentos em casa.

Verificamos que a postura dos alunos em sala de aula era um pouco diferente daquela apresentada no PEP (contexto “rua”), mesmo turmas mais problemáticas no projecto PEP, mostraram-se mais atentas, participativas e respeitadoras no projecto MUNSI. Penso que esta situação se verificou devido ao facto da nossa postura também se apresentar diferente. O projecto PEP permitiu-nos melhorar a nossa abordagem com os alunos, assim no projecto MUNSI apresentamo-nos de uma forma mais descontraída mas ao mesmo tempo mais madura, impondo mesmo respeito, pedindo silêncio durante a apresentação e que respondessem às questões ordenadamente colocando o braço no ar, algo que foi acatado pelos alunos, não perdendo contudo o espírito interactivo e divertido.  



[1] Esta informação foi-nos fornecida pelas TSA da USP Seial.

Documentos a pesquisar
           *        Plataforma
           *        Protocolo da Plataforma

quinta-feira, 30 de junho de 2011

5ª, 6ª e 7ª Semana – 26 de Abril a 13 de Maio
Olá de novo J
Após uma semana de férias regresso para vos contar como correu mais três semanas de estágio. Irei descrever estar três semanas em conjunto, pois essencialmente realizamos uma actividade de Educação para a Saúde, intitulada:

  
PEP – Projecto de Educação para a Prevenção



Neste projecto intervêm várias entidades, destacando-se a USP e a CMS, e tem como principal objectivo a prevenção dos vários acidentes, que podem ocorrer no dia-a-dia das crianças. A população alvo do projecto são as crianças do 1º Ciclo do Concelho do Seixal, não estando contudo, todas as escolas do concelho inseridas no projecto.
O PEP teve início no 1º ano de escolaridade, com o tema Prevenção de Acidentes Domésticos, no 2º ano o tema foi a Prevenção de Acidentes em Espaços de Jogo, Recreio e Lazer e actualmente no 3º ano, o tema é a Prevenção Rodoviária. Os professores têm um papel fundamental neste projecto, pois ao longo do ano lectivo abordam vários conteúdos relacionados com a temática, existindo posteriormente outras actividades relacionadas. Este ano lectivo a Renault patrocinou um teatro de fantoches intitulado “Era uma vez…a Segurança Rodoviária” (Figura 1), e a USP realizou uma apresentação em Power Point (Figura 2).

Figura 1

Figura 2

Ainda dentro desta temática foi-nos solicitada a realização de uma actividade que envolvesse as três principais fases da Prevenção Rodoviária, o SER PEÂO, o SER PASSAGEIRO, e o SER CONDUTOR. Contudo achamos pertinente focar a nossa actividade no SER PEÃO, abordando também alguns conteúdos do SER PASSAGEIRO. 

Elaboração do Jogo
O jogo por nós realizado baseia-se na construção de um circuito, com estrada, passadeira e sinais de trânsito, de grandes dimensões, para que possa ser realizado no recreio de cada escola.
Ao construirmos este jogo tentamos utilizar o menor material possível, reciclando outros materiais. A passadeira foi pintada num tecido preto, com tinta branca, para a concepção dos sinais de trânsito utilizamos garrafas de plástico de 1,5L, servindo como suporte dos sinais por nós impressos na USP, já para colar a passadeira e recriar as linhas delimitadoras da “estrada” utilizamos fita adesiva branca .

Construção da passadeira

 




Regras do Jogo
O jogo pretende que as crianças adoptem a postura de um PEÃO, o jogo tem início no lado direito da pista obrigatória para peões, estes avançam até aos semáforos para peões, passam pela frente da garagem, atravessam a passadeira da forma correcta, passam por um obstáculo pelo passeio, aprendendo a forma mais correcta de o fazer, e chegam ao final do circuito (Figura 3).

Figura 3

As perguntas efectuadas ao longo do circuito passam por:    
*        Como devemos caminhar no passeio?
*        Que roupas devemos usar à noite?
*        Quando não temos passeio como devemos caminhar?
*        Qual a cor do sinal que permite a passagem para peões?
*        Quando vamos no passeio temos de tomar atenção aos carros que saem dos parques de estacionamento e de garagens?
*        O que devemos fazer antes de atravessar a passadeira?
*        Devemos correr ao atravessarmos a passadeira?
*        Quando não temos passadeira devemos atravessar nos cruzamentos e entroncamentos?
*        Quando temos um obstáculo no passeio, como devemos contorna-lo?
*        Devemos brincar nos passeios?

Ao chegarem ao fim do circuito seguem-se questões relacionados com o passageiro, questões essas que passam por:
*        Devemos sair ou entrar do carro com ele em andamento?
*        Devemos entrar e sair do carro, pelo lado da estrada ou do passeio?
*        Com a tua idade podemos ir sentados no banco da frente do carro? A partir de que idade podemos?
*        Devemos meter os braços e cabeça fora da janela, quando o carro está a andar?
*        Devemos atirar objectos pela janela do carro? Porquê?
*        O que devem usar quando andam de carro?

No final do jogo é entregue a todas as crianças que participaram na actividade, um diploma de participação por nós realizado (Figura 4).


Figura 4

Realização do Jogo
A elaboração do jogo, como já havia referido anteriormente, foi feita por mim e pela minha colega de estágio Magda Caeiro, no entanto a realização do mesmo nas escolas, devido ao grande número de turmas (16), foi partilhada com as nossas colegas de estágio da Escola Superior de Tecnologias da Saúde de Lisboa, Catarina e Telma, a quem desde já deixo o desejo de muito boa sorte para o futuro profissional.
O jogo foi elaborado no espaço de jogos e recreio das escolas, no nosso caso, com seis turmas do 3º ano de escolaridade. Para facilitar a actividade, dividimos as turmas em três grupos, estando eu a acompanhar um dos grupos no circuito e a minha colega Magda a realizar jogos com os restantes, e vice-versa. Isto permite não só facilitar a actividade, como distrair as crianças enquanto o jogo está a ser realizado por outras. 

Circuito do jogo



A semelhança da minha colega Magda, a turma que mais me marcou foi a primeira turma com quem realizamos o jogo. A turma era bastante atenta, sossegada e ao mesmo tempo bastante curiosa, o que nos permitiu sentirmo-nos mais à vontade com eles, captando-lhes também mais facilmente o interesse pela actividade e a atenção ao que lhes explicávamos. No entanto nem todas as turmas era assim, uma das maiores dificuldades deste projecto foi precisamente captar a atenção de todas as crianças, não permitindo que estas se dispersassem e não captassem a mensagem que este jogo transmitia.
O maior desafio que tivemos na realização deste jogo, foi num dia chuva, como já referimos anteriormente, esta actividade é desenvolvida no espaço de jogo e recreio das escolas, e com estas condições climatéricas não seria possível realizar a actividade da forma que foi planeado inicialmente. A situação teve que ser contornada, acabando a turma por ser dividida em dois grupos, respondendo apenas às questões sobre o PEÃO e o PASSAGEIRO e atravessando a passadeira de forma correcta.
Penso que esta actividade foi bastante enriquecedora, quer a nível pessoal, quer a nível profissional, pois sendo o grupo alvo crianças, não é um grupo fácil de cativar e de captar a atenção para a aquilo que pretendemos. Por outro lado, aprendemos a lidar com situações inesperadas, como a situação climatérica, o que nos permite colocar soluções alternativas, apelando à nossa perspicácia e imaginação. Aprendemos também a melhorar a nossa abordagem, principalmente com os professores, pois nem todos se mostravam receptivos a actividade desenvolvida, tendo diferentes formas de reacção, para as quais temos de estar preparadas. 

Ainda nestas três semanas efectuamos visitas a três escolas, uma EB1, e duas EB1/JI, tendo como finalidade a:      

Avaliação das Condições de Segurança, Higiene e Saúde dos Estabelecimentos de Educação e Ensino

De uma forma geral a as três escolas apresentavam os mesmos problemas, sendo na maior parte deles a nível estrutural, o que dificulta a nossa intervenção. Os problemas a nível estrutural a destacar são, o espaço de jogo e recreio, pois a área coberta dos mesmos é insuficiente; a cozinha, por vezes o espaço é insuficiente não permitindo a existência de um circuito de marcha em frente; e a existência de humidade e infiltrações, prejudicando principalmente as crianças a nível respiratório.
Contudo existem outros problemas mais facilmente contornáveis, e que também são comuns a estas escolas, como a ausência de um Plano de Segurança, a ausência de sinalização de emergência, meios de extinção de incêndios mal localizados, ausência ou insuficientes sistemas eficazes de controlo de vectores (redes mosquiteiras na cozinha, insectocaçadores e desinfestações periódicas), instalações sanitárias sem papel e desinfectante, identificação das unidades de frio na cozinha, identificação dos alimentos armazenados e separação dos alimentos por categorias.
Até agora podemos constatar que a maioria das escolas EB1 e EB1/JI por nós visitadas, apresentam no geral os mesmos problemas, pois já são escolas algo antigas, o que dificulta as possíveis alterações. 

Por último é importante destacar uma pequena formação que foi dada nas instalações do Centro de Saúde de Corroios – Extensão Moinho de Maré relativa ao:
Sistema de Informação em Saúde Pública (SISP)


Esta formação teve como população-alvo os profissionais de saúde que fazem parte da USP Seixal-Sesimbra, e como principal objectivo verificar como funciona o SISP e verificar algumas condicionantes/falhas deste sistema.
O SISP, como o nome indica é um sistema informático direccionado para os profissionais de Saúde Pública, estando neste momento em fase de teste dando maior ênfase neste momento ao tema “Estabelecimentos e Queixas”., no entanto este sistema de informação abrange diversas áreas como:
*        Gestão de Processos de Estabelecimentos;
*        Gestão de Processos de Queixas Sanitárias;
*        Gestão de Programas e Projectos Comunitários;
*        Intervenção em Cuidados Individuais de Saúde (através da criação do conceito de Registo Electrónico Individual com fins epidemiológicos e de Saúde Pública);
*        Monitorização da situação de saúde e dos factores protectores e de risco para a saúde;    
*        Gestão da Qualidade dos Serviços de Saúde Pública.
Este programa é bastante importante, pois facilitará aos profissionais da área o acesso a todos dados relevantes em Saúde Pública.  



Documentos a pesquisar:

segunda-feira, 27 de junho de 2011

3ª e 4ª Semana – 4 de Abril a 15 de Abril

Nestas duas semanas efectuamos visitas a duas escolas, como a finalidade de efectuar a:

Avaliação das Condições de Segurança, Higiene e Saúde dos Estabelecimentos de Educação e Ensino


Estas visitas foram efectuadas sem a presença da TSA Célia Maia, permitindo a mim e à minha colega de estágio Magda Caeiro sermos mais autónomas, pondo em prática todos os conhecimentos apreendidos ao longo do curso e do Estágio IV.
Não sentimos grandes dificuldades durante as visitas, pois as professoras que nos acompanharam em ambas as visitas mostraram-se bastante receptivas à nossa presença.
A primeira escola visitada foi uma EB1/JI. Esta escola apresentava de uma forma geral boas condições de Segurança e Higiene, no entanto à que ressalvar que o espaço de jogo e recreio, apresentava alguns riscos, pois o recinto era de areia, não sendo esta mudada regularmente, a superfície de impacto era inadequada e o equipamento de jogo e recreio encontrava-se deteriorado e susceptível de provocar quedas, não mencionava idade mínima e máxima dos utilizadores e não possuía referência ‘CE’. 
A segunda escola a ser visitada nestas semanas, foi uma EB2/3. Esta escola apresentava características diferentes da anteriormente referida, tornando-se mais extensa a nossa vista, para que pudéssemos avaliar mais detalhadamente todos os pontos referidos no formulário.
A visita efectuada apresentou alguns problemas, pois foi efectuada durante as férias da Pascoa. Ao encontrar-se em período de férias as actividades escolares não decorriam com normalidade, encontrando-se a escola em limpezas.
Relativamente ao refeitório este não se encontrava a servir refeições, estando também em limpezas, o que não nos permitiu avaliar todos os pontos abordados no formulário.
Esta situação permitiu-nos verificar que é essencial avaliar as escolas durante o período em que decorrem as aulas, pois só desta forma é possível avaliar com exactidão todos os itens.


Outras das actividades por nós desenvolvidas ao longo destas suas semanas, prende-se com o:

Licenciamento de Estabelecimentos



O Licenciamento de Estabelecimentos é outra das actividades desenvolvidas na USP, os estabelecimentos que necessitam da emissão deste parecer, são apenas aqueles estabelecimentos que constituem risco para a Saúde Pública.
Existem duas formas de obtenção de parecer sanitário, através da CMS, neste caso os projectos dão entrada na CMS, reencaminhando esta por sua vez, os projectos para a USP; outra das formas de obter parecer, é quando o próprio requerente se dirige à USP para o solicitar, neste caso o parecer é designado por parecer sanitário prévio.  
Nesta quinzena analisamos um projecto referente a um café – Estabelecimento de Restauração e Bebidas. Demoramos algum tempo a analisar a planta do referido projecto, principalmente a área da cozinha, no entanto de uma forma geral não encontramos grandes dificuldades, pois a planta era de fácil compreensão. Apesar da análise da planta do projecto não apresentar grandes dificuldades, a emissão do parecer por sua vez tornou-se algo complicada, isto prendeu-se com o facto de não conhecermos alguma legislação, o que exigiu da nossa parte tempo de pesquisa e estudo.
Ainda nesta quinzena, o Licenciamento de Estabelecimentos sofreu algumas alterações, pois no dia 1 de Abril foi pública o novo Decreto-Lei, referente ao licenciamento e segurança alimentar de Estabelecimentos (Decreto-Lei 48/2011, de 1 de Abril), desta forma elaboramos ainda uma apresentação em Power Point para uma melhor compreensão da nova legislação.

Os documentos que serviram de suporte para a realização do Parecer Sanitário foram:

*        Decreto-Lei n.º 234/2007, de 19 de Junho, do Ministério da Economia e da Inovação - Aprova o novo regime de instalação e funcionamento dos estabelecimentos de restauração ou de bebidas;
*       Decreto-Lei n.º 9/2007, de 17 de Janeiro, do Ministério do Ambiente, do Ordenamento do território e do Desenvolvimento Regional - Aprova o regulamento geral do Ruído;
*       Decreto-Lei n. 163/2006, de 8 de Agosto, do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social - Aprova o regime da acessibilidade aos edifícios e estabelecimentos que recebem público, via pública e edifícios habitacionais;
*       Decreto-Lei n.º 48/2011, de 1 de Abril, da Presidência do Conselho de Ministros - Simplifica o regime de acesso e de exercício de diversas actividades económicas no âmbito da iniciativa «Licenciamento zero»;



Outra actividade a retractar nesta quinzena foi uma:


Queixa de Insalubridade



As queixas de insalubridade permitem à população em geral, denunciar casos possam ou sejam efectivamente um risco para a Saúde Pública. Este mecanismo permite à população dar conhecimento à USP de estabelecimentos públicos que se encontrem em condições impróprias, levando à nossa actuação.
A Queixa de Insalubridade era relativa a uma piscina de utilização colectiva do concelho do Seixal. A queixa foi apresentada pela mãe de uma criança, afirmando que o filho apresentava fungos devido à má higienização dos espaços frequentados pelos utilizadores da piscina.
Posta esta situação dirigimo-nos ao local, juntamente com uma das TSA e uma Médica de Saúde Pública para falarmos com a gestora do espaço, sobre a queixa apresentada na USP, e principalmente para verificarmos o espaço e os documentos comprovativos da limpeza do espaço.
Para verificarmos as condições das instalações utilizamos como base o Anexo II A – Avaliação das Condições de Instalação e Funcionamento de Piscinas e o Anexo II B – Avaliação das Condições Higio-Sanitárias de Funcionamento das Instalações, da Circular Normativa nº14/DA, de 28/08/2009, da DGS. Constatamos que não se comprovava a existência de fungos na piscina em causa, e que de uma forma geral existia uma boa higienização dos espaços.
As Queixas de Insalubridade demonstram mais uma vez a importância da nossa actuação, detectando, identificando, analisando, prevenindo e corrigindo riscos ambientais para a saúde, actuais ou potenciais.

Ø   Por último elaborámos uma checklist com alguns aspectos que achamos que devem ser levados em conta nas visitas efectuadas às cozinhas e refeitórios das escolas.

Nesta semana dou maior destaque as Queixas de Insalubridade, pois demonstram mais uma vez a importância da nossa actuação, detectando, identificando, analisando, prevenindo e corrigindo riscos ambientais para a saúde, actuais ou potenciais.

 


Boa Páscoa
Até Dia 26 de Abril